Old Dragon: A Guilda das Armas
Olá Jogadores, Mestres, Narradores e Curiosos. Trago a segunda parte do registro da campanha "A Guilda das Armas", uma série de aventuras sobre uma companhia mercenária em busca de uma donzela raptada por um vil mercador. Nesta postagem estão as informações sobre o segundo capítulo da aventura.
A Guilda das Armas é uma campanha que utiliza o Old Dragon, RPG da Redbox Editora e a plataforma Roll 20 + Hangouts para que a narrativa aconteça. A aventura escolhida para ser o início da campanha é a A Árvore Maldita dos Kobolds Infernais, que apenas se chama "A Árvore Maldita" em nossa campanha. Espero que os leitores se divirtam tanto quanto nós nos divertimos jogando.
A ÁRVORE SINISTRA E OS OLHOS FENDIDOS
Para evitar uma surpresa indesejável, e desconfiados dos aldeões, os aventureiros decidiram acampar nas imediações do vilarejo. Horas se passaram e a noite já se estendia quando o Anão escutou o som de um instrumento musical, ele estava certo de que era uma flauta. Todos decidiram investigar, e ao chegar a uma clareira puderam observar um menino entrando na "boca" da árvore sinistra que repousa no centro do local. De alguma forma eles sabiam que o menino estava respondendo a um chamado.
Todos ficaram surpresos com a visão. Mas, bravamente o Anão se dirigiu até a boca da árvore para tentar alcançar o menino, mas em seu lugar ele encontrou uma fenda profunda, lajeada com degraus de metal enferrujado e que em seu interior, nas profundezas, emanava uma luz distante. O calor, no interior da árvore sinistra abafava a respiração. Todos, neste momento, se encontravam no interior da árvore. Após uma longa ponderação, decidiram todos descer as escadas atrás da criança.
A luz aumentava quando Beorn atingiu com sua bota um objeto, este produziu um barulho oco que retumbou pela fenda. Quando o levantou para mostrar a seus amigos, os companheiros se chocaram, era um balde de ferro cheio de crânios humanos, pequeninos, crânios limpos de crianças. Kromtor e os demais se enervaram, jurando vingar aqueles que foram sacrificados. Logo atingiram um platô rochoso, onde perceberam a movimentação de pequenas criaturas, Kobolds que foram alertados pelo som dos ossos. Eles estavam se preparando para uma luta feroz, e os seus arqueiros já apontavam setas mortais para os heróis.
Rapidamente, Beorn, Kromtor e Castien já estavam diante de seus inimigos, e tomados pela lembrança da barbárie que viram a pouco travaram um combate difícil num local fechado. Foi uma luta dura contra seis das pequenas, mas mortais criaturas. Sangue, tripas, cortes, contusões e cabeças fendidas, esse foi o resultado do fim da contenda que a Guilda imprimiu aos seus inimigos. Exauridos, mas com o sentimento de justiça feita, os companheiros descobriram que a fenda que os levou até ali continuava.
Antes de seguir o caminho descoberto, decidiram examinar as criaturas com calma, e logo eles perceberam que eles eram Kobolds diferentes. De sua pele brotavam pequenos esporões nos ombros, cotovelos, e que estes também coroavam as suas cabeças. A íris de seus olhos eram fendidas como cobras, trazendo uma aparência assustadora. O que teriam feito a eles? Era a pergunta que atormentava a mente dos companheiros. Após pilharem as armas que poderiam ser úteis, e algumas moedas de ouro da sacola dos corpos reptílianos, a Guilda decidiu continuar descendo, pois, escuram uma movimentação logo abaixo, e o calor trazia ainda mais suor sob o suor da batalha travada a instantes.
Ao chegarem no fundo do caminho, os heróis testemunharam que agora estavam numa grande caverna. Um verdadeiro salão natural iluminado por fissuras e linhas, resultado da lava incandescente que corrida pelas paredes e que conferia iluminação necessária. E foi neste momento que uma patrulha de Kobolds avançou sobre Kromtor, Beorn e Castien.
Será que mesmo feridos, a Guilda das Armas vai suportar os castigos da Árvore Maldita? Veremos em nosso próximo reporte.

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